O nada desse post tem o objetivo primordial de esclarecer que nada se repete na natureza. E como dizia Laviosier: “Na natureza nada se perde, tudo se transforma”. Tomando isso como pressuposto digo o mesmo em relação à sociedade. E antes de desenvolver o tema quero dizer que o motivo para esse texto é o anacronismo do qual eu mesmo sinto que estou sofrendo. Pois recentemente vi no YouTube uns vídeos de um rapaz que virou hit na internet: Felipe Neto( que acaba por ser tão toscos quanto os seus alvos de críticas). E constatei que algumas das mediocridades que ele diz, eu mesmo me surpreendo por concordar. Mas a verdade é que por vezes acabamos parecendo com os nossos pais ou avós que vivem reclamando dos novos tempos, julgando os deles como os melhores. Talvez seja involuntário que a maioria dos jovens com mais de vinte anos que tiveram a germe das suas juventudes vividas nos anos 90, achem os anos 2 mil uma idiotice tremenda. Basta conversar com algum cara que foi fã de Legião Urbana, que ouviu Nirvana e Pearl Jam e usou calças rasgadas e camisas surradas, e perguntar sobre o que ele acha dessa juventude que oscila entre o emo e o cluber. Que cantam as letras do Fresno, ou de alguma outra bandinha do momento pensando ouvir a coisa mais profunda do mundo. A verdade é que o tempo passou para nós, jovens dos anos 90, e que por mais que não sejamos capazes de assumir. Temos preconceito contra os jovens de hoje em dia, assim como o meu pai que na minha adolescência dizia que os meus ídolos grunge eram um lixo, pois maneiro mesmo era a Jovem Guarda. Sem perceber acabamos nos tornando reacionários. Não de maneira tão fundamentalista como a Igreja Católica que proíbe métodos contraceptivos ou algumas doutrinas cristãs protestantes que obrigam suas fiéis a usar a mesma indumentária de 2 milênios atrás. Mas por não entender o porquê da maioria dos adolescentes tirarem 300 mil fotos de si mesmos em frente o espelho nos seus solitários banheiros ou quartos e fazerem álbuns em sites de relacionamentos para divulgar suas sessões narcisistas. Ou então porque existe tanta gente querendo tirar a roupa na internet. Mas o que temos que refletir é sobre quais condições sócio-econômicas e políticas essa juventude está vivendo. Será que a gente não faria o mesmo nos anos 90 se tivesse uma câmera digital em mãos ao invés de uma máquina analógica? Afinal, quem se arriscaria revelar esse tipo de foto num estúdio? E que atire a primeira pedra a mulher que quando adolescente não fez um ensaio fotográfico na Glamour Photo Studio. Como eu disse antes, as coisas se repetem, porém de maneira diferente. Com isso podemos concluir que os jovens de um certo modo são condicionados a agirem de acordo com o que a sociedade está vivendo e são os mais afetados pelas transformações do mundo. Afinal, a adolescência segundo os intelectuais, ao menos existe. Pois ela é uma criação da burguesia que a utilizou para desenvolver o capitalismo e atender aos seus próprios interesses. Sendo assim, os nossos jovens são um reflexo do sistema econômico que vivemos atualmente. Talvez seja triste para mim e para outros nostálgicos que rezam para que na música surja um novo Renato Russo ou um novo Cazuza, mas a verdade é que os tempos precisam mudar novamente para isso. E mesmo assim o ocidente não é adepto do tradicionalismo. Sendo assim, o melhor a fazer é não torcer para que surjam clones dos nossos ídolos, pois poderiam ser monstros inomináveis. Afinal, muita gente acreditou que a Avril Lavigne era a nova Alanis Morissette. O legal da juventude é que ela está sempre à frente, se transformando numa rapidez assustadora. O que me leva a crer que, pela graça de Deus, as modinhas tem cada vez menos tempo de vida na Terra.quarta-feira, 21 de julho de 2010
"Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...".
O nada desse post tem o objetivo primordial de esclarecer que nada se repete na natureza. E como dizia Laviosier: “Na natureza nada se perde, tudo se transforma”. Tomando isso como pressuposto digo o mesmo em relação à sociedade. E antes de desenvolver o tema quero dizer que o motivo para esse texto é o anacronismo do qual eu mesmo sinto que estou sofrendo. Pois recentemente vi no YouTube uns vídeos de um rapaz que virou hit na internet: Felipe Neto( que acaba por ser tão toscos quanto os seus alvos de críticas). E constatei que algumas das mediocridades que ele diz, eu mesmo me surpreendo por concordar. Mas a verdade é que por vezes acabamos parecendo com os nossos pais ou avós que vivem reclamando dos novos tempos, julgando os deles como os melhores. Talvez seja involuntário que a maioria dos jovens com mais de vinte anos que tiveram a germe das suas juventudes vividas nos anos 90, achem os anos 2 mil uma idiotice tremenda. Basta conversar com algum cara que foi fã de Legião Urbana, que ouviu Nirvana e Pearl Jam e usou calças rasgadas e camisas surradas, e perguntar sobre o que ele acha dessa juventude que oscila entre o emo e o cluber. Que cantam as letras do Fresno, ou de alguma outra bandinha do momento pensando ouvir a coisa mais profunda do mundo. A verdade é que o tempo passou para nós, jovens dos anos 90, e que por mais que não sejamos capazes de assumir. Temos preconceito contra os jovens de hoje em dia, assim como o meu pai que na minha adolescência dizia que os meus ídolos grunge eram um lixo, pois maneiro mesmo era a Jovem Guarda. Sem perceber acabamos nos tornando reacionários. Não de maneira tão fundamentalista como a Igreja Católica que proíbe métodos contraceptivos ou algumas doutrinas cristãs protestantes que obrigam suas fiéis a usar a mesma indumentária de 2 milênios atrás. Mas por não entender o porquê da maioria dos adolescentes tirarem 300 mil fotos de si mesmos em frente o espelho nos seus solitários banheiros ou quartos e fazerem álbuns em sites de relacionamentos para divulgar suas sessões narcisistas. Ou então porque existe tanta gente querendo tirar a roupa na internet. Mas o que temos que refletir é sobre quais condições sócio-econômicas e políticas essa juventude está vivendo. Será que a gente não faria o mesmo nos anos 90 se tivesse uma câmera digital em mãos ao invés de uma máquina analógica? Afinal, quem se arriscaria revelar esse tipo de foto num estúdio? E que atire a primeira pedra a mulher que quando adolescente não fez um ensaio fotográfico na Glamour Photo Studio. Como eu disse antes, as coisas se repetem, porém de maneira diferente. Com isso podemos concluir que os jovens de um certo modo são condicionados a agirem de acordo com o que a sociedade está vivendo e são os mais afetados pelas transformações do mundo. Afinal, a adolescência segundo os intelectuais, ao menos existe. Pois ela é uma criação da burguesia que a utilizou para desenvolver o capitalismo e atender aos seus próprios interesses. Sendo assim, os nossos jovens são um reflexo do sistema econômico que vivemos atualmente. Talvez seja triste para mim e para outros nostálgicos que rezam para que na música surja um novo Renato Russo ou um novo Cazuza, mas a verdade é que os tempos precisam mudar novamente para isso. E mesmo assim o ocidente não é adepto do tradicionalismo. Sendo assim, o melhor a fazer é não torcer para que surjam clones dos nossos ídolos, pois poderiam ser monstros inomináveis. Afinal, muita gente acreditou que a Avril Lavigne era a nova Alanis Morissette. O legal da juventude é que ela está sempre à frente, se transformando numa rapidez assustadora. O que me leva a crer que, pela graça de Deus, as modinhas tem cada vez menos tempo de vida na Terra.quarta-feira, 23 de junho de 2010
Isso não quer dizer nada

Muitas vezes me peguei refletindo sobre o porquê as pessoas cismam em dizer que conhecem as outras só pela aparência ou pelo jeito. E cheguei a conclusão de que isso precisaria ser discutido no blog. Consequentemente não me utilizo muito do senso de humor para tratar do tema. Pesquisei um pouco para que esse post viesse com uma base teórica que fomentasse as idéias aqui tratadas. Sendo assim, busquei ajuda na psicologia. Pois então, caros leitores. Todo mundo sabe que a sociedade não evolui junto com as ciências humanas. Na psicologia descobri que existe uma escola de pensamento chamada behaviorismo, ou seja, a teoria comportamental. Esta já ultrapassada em termos científicos. Mas como foi citada anteriormente, a sociedade não evolui junto com as ciências humanas. Sendo assim, vamos aos tão saborosos exemplos. O fato de um homem ser gay não significa que ele seja sensível e fraco. O que diríamos dos travestis que mais parecem lutadores de vale-tudo ou pit-boys? Ou então dos bombeiros dos Estados Unidos que dominam a parada gay da cidade de São Francisco? Ou seja, o homem não pode ser definido somente pelo seu comportamento( este não só a forma de agir, mas de se vestir e os trejeitos que caracterizam alguém). Os seres humanos não podem ser estudados pelas estatísticas das pesquisas do “Fantástico” que sempre soam extremamente deterministas. Voltando ao ramo da psicologia, a escola de pensamento mais aceita atualmente é a TCC (Teoria Cognitiva Comportamental), falando português, é uma teoria que estuda o corpo e a mente. Sendo assim, cada ser é único, e não existe como reduzí-lo a um esteriótipo. O problema é que ainda estamos presos a eles. Basta ver que a alfândega dos Estados Unidos sempre barra um sujeito que tenha a pele parda e seja barbudo, pensando logo se tratar de um terrorista. Mas nem tudo é o que parece. Afinal, nem todo nerd é virgem ou encalhado, nem toda mulher pra ser gostosa tem que ter necessariamente dois neurônios, e tristemente dizendo, nem todo padre tem uma vida sexual inativa. A verdade é que a todos os dias podemos nos surpreender com as exceções. Basta lembrar da Igreja Contemporânea que a cada dia recebe mais um homossexual querendo louvar a Deus e salvar sua alma. E, além disso, querendo casar na igreja conforme manda o figurino. Ou então ver na TV alguma história de superação estilo “Joseph Klimber” de um homem tetraplégico que pinta com a boca ou de um japonês que virou garoto de programa pra sobreviver. O negócio é se desfazer dos esteriótipos. Afinal, eu não sou um bom escritor só por ser jovem? Isso não quer dizer nada.
sábado, 22 de maio de 2010
Falar muito e não dizer nada

É com grande poder dialético cognitivo que venho tratar de um tema deveras importante: a arte de falar muito e não dizer nada. Para os que pensam que isso é fácil, vou logo pedindo para que tirem seus eqüinos da chuva, porque é preciso ter muita técnica para atingir a tal patamar da falta de conteúdo. Ou você acha que os pseudo-intelectuais não ralaram para chegar a ser o que são? Ora bolas, caros leitores desse blog “tão produtivo”. Não quero tratar aqui de pessoas comuns como jogadores de futebol que dão sempre a mesma resposta para todas as perguntas e não dizem nada de interessante. Eles falam pouco e não dizem nada. Mas venho falar daquele querido amigo da faculdade que rouba pelo menos vinte minutos da aula pra expor suas opiniões. Fala, fala, e fala, e no final das contas ninguém entendeu bulhufas. Ou então repetir em outras palavras, estas sempre rebuscadas, tudo o que o professor acabou de dizer. Esse mal afeta até mesmo os escritores sem inspiração, como o ex-bom autor de novelas Manoel Carlos, cujas personagens femininas falam muito e não dizem nada. Afeta a mim, universitário preguiçoso que encho lingüiça nas provas e por vezes até me dou bem. E até mesmo estudantes esforçados que precisam escrever suas monografias e que a esticam de todas as formas, pondo uma dedicatória imensa, agradecendo até o papagaio, e estendendo o desenvolvimento até onde não der mais para enrolar. E o que dizer da Luciana Gimenez com seus convidados pseudo-intelectuais (um travesti, uma dançarina, um ex-ator global falido, uma mulher fruta e alguma outra celebridade falida que fez um filme pornô) discutindo algum tema polêmico da sociedade? Isso é uma arte! Não é qualquer um que pode dar uma de Silvio Santos, apresentar o mesmo programa dos últimos vinte anos no final de semana, fazer as brincadeiras mais batidas, não dizer nada de construtivo e conseguir prender a atenção de milhões de donas de casa. E outras dezenas de programas dominicais que tenham o mesmo estilo. Como último exemplo e com maior destaque, palmas ou vaias, como quiserem, para os bispos da igreja universal que reúnem milhares de pessoas dentro de alguma igreja imensa cuja obra se realizou graças a sua formidável eloqüência de falarem muito e não dizerem nada. E mesmo assim conquistarem a cada segundo mais uma pobre alma que dá até o seu dinheiro da passagem em troca de uma benção. Ou você acha que não foi preciso muito trabalho para que o R.R. Soares se tornasse o homem que mais aparece( e mais fala) na TV brasileira? Pois bem, meus caros. É preciso muita cautela para que se use essa poderosa ferramenta que pode te transformar num ídolo ou num ser humano indesejável em qualquer ambiente. O segredo é encontrar aquele sujeito que sabe menos que você. É se meter na discussão de indivíduos analfabetos funcionais desprovidos de senso crítico, poder falar tudo o que você quiser e no final da conversa sair com fama de intelectual. Capriche na retórica e leia muito o dicionário para empregar palavras complicadas, que mesmo que não expressem o que você quer dizer, fiquem bonitas na frase. Afinal, se for falar muito, tem que falar bonito.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Nada para fazer

Depois de um hiato em que quase terminei com o “Crônicas sobre o nada”, decidi ressuscitá-lo. Confesso que sou apaixonado pelo nada e que o motivo de ter abandonado minha tão querida verve que gerou esse blog, foi a minha maldita preguiça. Nem mesmo foi a falta de inspiração, pois ainda estou cheio de idéias para novos posts. Mas o problema é que a falta de ter o que fazer me deixou acomodado. E para não quebrar o meu tão querido ócio, não postei mais nada. Mas... Agora que me dispus a voltar a escrever, decidi falar sobre o motivo que me fez parar. A FALTA DE TER O QUE FAZER! Isso não é um problema só meu, pois acredito que afeta a mais da metade da população mundial, e filosoficamente falando, achei o principio desse mal. Reza a lenda que Deus criou tudo do nada. Logo ele não tinha nada para fazer. Piorando ainda mais a situação ele criou o homem. E este por sua vez, sem nada para fazer na terra, pediu a Deus que lhe desse uma companheira. Aí veio a mulher. Adão e Eva sem nada para fazer no paraíso acabaram fazendo o que não presta. E nós, segundo a bíblia, meros mortais, ainda pagamos pelos erros do casal. Através desses exemplos posso deduzir que quando você não tem nada para fazer, coisa boa não vai sair. Afinal, o ócio pode até ser produtivo, mas no momento em que se produz algo ele deixa de ser ócio e você logo está fazendo alguma coisa. O que quero tratar nesse post é do nada como matéria-prima da vagabundagem. Como a razão de você sentar no sofá, zapear pelos canais no domingo à tarde e engordar 5 quilos no final de semana. O mais perigoso na falta de ter o que fazer é que quando você encontra algo que possa ser realmente produtivo, o espírito da vagabundagem já tomou conta do seu corpo. Ele não te deixa levantar do sofá mesmo que você saiba que precisa fazer aquela resenha da faculdade, ou estudar para uma prova importante. E quando o estágio da possessão está mais avançado, ele não deixa você ler mais nenhum texto que precisa para assistir a aula do professor mais rigoroso e te faz dormir injetando na sua alma o sono mais profundo que nem a mosca Tsé-tsé seria capaz de injetar. Fazendo com que isso se torne um ciclo vicioso e que você perca o controle da sua vida. Então, falando por experiência própria, livrem-se desse mal. Olhem-se no espelho e se verem que estão com cara de jovens idosos, com uma barriga de homem aposentado, e se sentirem preguiça até em falar com um amigo ou explicar algo que aconteceu durante o seu dia. Dirijam-se a primeira igreja universal que verem aberta, ou ao primeiro pai de santo, ou ao primeiro centro espírita, ou para aqueles são ateus, ao primeiro terapeuta. Porque senão o espírito da vagabundagem irá dominá-los de tal maneira que depois será difícil vencê-lo. E terminarão como eu, que mesmo estando em tratamento, tenho os meus momentos de abstinência. Em que, por exemplo, estou há um mês tentando tomar coragem de ir no barbeiro da esquina para cortar o cabelo.
domingo, 30 de agosto de 2009
Nada de novo

Digamos que o humor de duplo sentido talvez seja uma das formas mais sofisticadas de humor. E eu para reativar o blog decidi brincar com isso e criar um tema que possui duas formas de interpretação. Fiquei um longo tempo sem postar e alguns devem ter imaginado que o meu blog havia falecido. Em termos pode até ser, mas como o Michael Jackson, ele demorou muito tempo pra ser enterrado, até que eu desisti e decidi ressuscitá-lo. Pois bem meu caros. Minha vida continua a mesma, assim como o meu senso de humor e a minha paixão pelo nada. Partindo disso como pressuposto, posso dizer que existem pessoas que não conseguem se livrar do nada mesmo que se passem anos. Quem não conhece aquele coroa que usa o mesmo cabelo desde a década de 80 ou aquela mulher que se passaram os anos e ela continua gorda e desengonçada? O nada pode agir na vida de uma pessoa da mesma forma como os cristãos da igreja universal dizem que o encosto age na vida de um homem. Soa um pouco exagerado, mas não é. O nada não gosta de mudanças e isso é um fato incontestável. Parece que metade dos problemas mundiais seriam resolvidos se todas as pessoas cumprissem as promessas que fazem no ano novo. O nada te impede de ler os textos da faculdade, de não atrasar o relógio quando ele desperta pela manhã e achar que vai dormir só mais 5 minutinhos quando na verdade você dormiu mais 50, de fazer trabalhos voluntários ou simplesmente caminhar para perder aquela barriguinha fruto desse mal. Não adianta, ainda não inventaram uma vacina contra ele da mesma forma como não encontraram um antídoto para a gripe suína. Qualquer sintoma que aparecer como indício de cura para esse mal é pura enganação, pois só dura uma semana. A única maneira de evitá-lo é cortando o mal pela raiz e procurar o algo que o incentive. Quem muda, faz isso para alguém e não somente para si mesmo. Encontre um foco, um competidor, alguém te que inspire e tente fazer disso o seu algo. Afinal, o que seria do capitalismo se não existisse a competição? Se não tivéssemos concorrentes para uma vaga de emprego, iríamos na entrevista com a mesma cara que temos quando acordamos. Talvez as mulheres estejam alcançando altos patamares justamente por fazer isso funcionar. Uma mulher se arruma para a outra e não para si mesma. Isso faz com que ela comece a se arrumar 2 horas antes de ir para uma festa. E no final da noite terá conseguido mais cantadas que aquela amiga que demorou somente meia hora em frente o espelho e esqueceu do corretivo para esconder as espinhas. Enfim, liguem-se nessas dicas antes que seja tarde demais para não pegar o engarrafamento pela manhã, ou estudar para a prova. Ou então encontrar aquele seu amigo que você não vê há anos, constatar que nada na sua vida mudou e ficar ouvindo ele contar vantagem enquanto você não ter nada de novo para dizer.
terça-feira, 31 de março de 2009
Nada no bolso

Para algumas pessoas a crise econômica da qual o mundo está passando não é nenhuma novidade. Já que em suas vidas a falta de dinheiro se tornou uma rotina. Mais exatamente nos últimos dias do mês. Isso se deve à falta de planejamento econômico daqueles que não possuem controle sobre o próprio bolso. Uma linha tênue da qual estão contidos o cheque especial e todas as formas de parcelamento do cartão de crédito. Um indivíduo nessa situação não precisa nem ao menos abrir a carteira no Rio de Janeiro para o seu dinheiro simplesmente evaporar. Digamos que seja um pouco inútil ir ao banco tirar o próprio pagamento, já que ele está destinado até o seu último centavo a quitar todas as dívidas que você adquiriu durante o mês anterior. Mas o que está em destaque aqui é justamente o fim do mês. Aqueles últimos dias da segunda quinzena em que você valoriza até mesmo o ser mais desprezível que existe, a moeda de 1 centavo. Será que ela existe ainda? Parece meio que uma lenda, mas uma nota de 100 reais e uma moeda de 1 centavo são mais difíceis de se encontrar do que um beija-flor numa área urbana, ou um político que não seja corrupto. A nota de 100 reais virou celebridade, quando ela passa todos ficam eufóricos, ela dá o ar da sua presença e logo vai embora. Não existe coisa pior que olhar para o seu porquinho, ver que ele já fez mais plásticas que o Michael Jackson e que não há mais de onde tirar dinheiro. Quem nunca brincou com o salário fantasiando não ter absolutamente nenhuma dívida para pagar? É duro, meus caros, mas a crise do fim do mês é pior que a crise econômica. Você passa a catar no fundo da bolsa aquelas moedinhas esquecidas durante todo o mês para poder juntar e pedir um lanche pelo telefone no sábado à noite. Tem que passar pelo perigo de pagar o almoço no cartão de crédito rezando para que o limite não esteja estourado e que você não fique no restaurante para lavar os pratos. Ou estar com o dinheiro da passagem contado, torcendo para que nenhum imprevisto aconteça e que você não tenha que andar quilômetros até chegar em casa. Não existe coisa mais deprimente que olhar para a geladeira e perceber que as compras do mês se foram antes mesmo de ele acabar e querer inventar um novo prato feito dos restos de ingredientes que nela sobreviveram. A crise está aí assustando a todos, mas a dureza do fim do mês sempre existiu. E se não soubermos nos controlar, um pivete imaginário entrará em nossas casas e assaltará as nossas geladeiras, depenará as nossas carteiras, irá estourar o nosso limite do cartão de crédito. E quando a gente perceber não há mais nada no bolso, nem mesmo só para comprar uma raspadinha e depois ter que raspá-la com o dedo, já que não existe mais aquela moedinha de um centavo que só servia pra isso. E tudo o que restou foi a nossa esperança de que no mês que vem o nosso dinheiro dure até ele virar. Mas enquanto isso a gente é que se vira.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Nada melhor que um amor.

Depois de um vão blogueiro volto a postar com uma novidade super agradável. Um post otimista! Calma, caros leitores, não se assustem, eu não me conformei com o nada. E o nada na minha cabeça não agiu como oficina do diabo. Mas a verdade é que o nada como palavra pode se encaixar em um sentimento dúbio, que se não correspondido pode ser negativo e se caso contrário pode dar ao nada o poder de conquistar qualquer coisa. O preto e o branco podem ser as cores oficiais do nada. Quando você ama alguém e isso não é recíproco, você acha que nada mais na vida faz sentido, tudo se torna tão obscuro. Mas quando você olha para a pessoa que ama e vê os seus olhos refletidos nos dela, o nada pode agir como a cor branca. Porque se olhar mais de perto, todas as cores estão inseridas nela. E aí a sua vida vira um verdadeiro arco-irís. Você vira "Alice no país das maravilhas". O dia mais nublado pode ser para você um dia lindo. Aquele seu vizinho chato não te irrita mais com as músicas bregas do domingo, porquê você não esteve mais deprimido no sábado à noite. E todas as canções de amor mal escritas com os piores cantores do universo podem agir nos seus ouvidos como poesia de Vinicius ou de Drummond.Porque todas elas tem algo a dizer quando estamos apaixonados. Parece bobagem né? Mas o nada no amor correspondido pode ser como o capacete do Magneto, nada de ruim entra na sua mente e te faz pensar besteira. Você planeja o seu futuro, e nunca te fez tão bem pensar que você pode ficar velhinho, todo caído, cheio de artrose porque vai estar do lado de quem ama. Mesmo que queira morrer lindo e belo, você passa a querer que algum cientista invente logo a bentida da vida eterna para que jamais perca o seu amor. A vida se torna a coisa banal mais linda que existe. E você acha não só o sentido dela, mas sim os sentidos. Frases otimistas começam a povoar os seus discursos. Exemplos inúmeros como: "Nada pode nos separar."... e blá blá blá…E você se torna o cara mais piegas que existe. Parece que o amor mata mais neurônios que a maconha, porque você não consegue pensar em mais nada além da pessoa que te faz suspirar quando aquela música romântica toca no rádio. O nome do seu amado ou amada está em 9 das 10 frases que você diz e te faz muito bem falar nele toda hora. Você se torna uma pessoa irritante pros seus amigos que estão solteiros, é zuado quando alguém percebe a sua cara de idiota quando está perto de quem ama. Mas nada disso tem importância. E aí você pensa que o nada pode sim ser algo bom. Que tudo tem um lado positivo, mesmo que nada na vida seja para sempre. Mas pra que pensar nisso? Nada substitui a sensação de viver planejando o amanhã sabendo que alguém pode habitar todas as fotos que registraram os momentos mais felizes da sua vida.
Texto dedicado ao alguém que não precisa de mais nada para me fazer feliz!
Assinar:
Postagens (Atom)